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Infância

O IMPACTO DO CÂNCER NA VIDA ESCOLAR DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Tipo: 
Pôsteres
ID: 
EP - 193
Autor(es): 
TARGAS, C. N.
Coautor(es): 
NASCIMENTO, L. C.; ZAMARIOLLI, M. T.
Instituição: 
ESCOLA DE ENFERMAGEM DE RIBEIRÃO DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
Introdução: 

A criança acometida pelo câncer e sua família enfrentam situações desgastantes e ameaçadoras, as quais requerem verdadeiros atos de bravura, de todos os envolvidos, para seu enfrentamento. Além do impacto biológico do câncer, outras dimensões são afetadas. O câncer afeta a escolaridade, a prática esportiva, o lazer, o relacionamento com os membros da família, as relações grupais e interpessoais com a professora e com colegas da escola. Assim, este estudo tem como objetivo compreender o impacto do câncer na vida escolar de crianças e adolescentes.

Metodologia: 

Optou-se por desenvolver um estudo descritivo-exploratório, de abordagem qualitativa. A técnica de coleta de dados foi a entrevista aberta, em profundidade, na maioria das vezes, no domicílio da criança, enfermaria e ambulatório de quimioterapia. A coleta de dados foi realizada de dezembro de 2005 a abril de 2006. Participaram desse estudo dez crianças e adolescentes com câncer, com idade entre nove e quinze anos. Os participantes foram selecionados no ambulatório de quimioterapia de um hospital, no interior do estado de São Paulo.

Resultados: 

Os dados foram organizados e sistematizados em categorias, que permitiram a compreensão do impacto do câncer na vida escolar de crianças/ adolescentes, a saber: “a descoberta da doença e sua repercussão na escola: em busca de caminhos para enfrentar a nova situação” e “o retorno à escola: das limitações à adaptação”.

Conclusão: 

Conclui-se que o impacto do câncer na vida escolar de crianças e adolescentes traz repercussões positivas e negativas, experenciadas de diferentes formas e que o enfermeiro pode ser um elo fortalecedor entre a criança/adolescente, serviços de saúde e a escola, podendo atuar orientando alunos, professores, diretores e todos os envolvidos. O estudo traz subsídios para repensar o cuidado de crianças/adolescentes com câncer em idade escolar na realidade brasileira, pois a maioria da literatura disponível refere-se a estudos realizados em países desenvolvidos e aponta para a necessidade de compreensão do objeto em estudo em outros cenários.

Palavras-chave

VARIABILIDADE CLÍNICO-BIOLÓGICA DO LINFOMA DE HODGKIN INFANTIL DE ACORDO COM O GRUPO ETÁRIO

Tipo: 
Pôsteres
ID: 
OP - 173
Autor(es): 
BARROS, M. H. M.
Coautor(es): 
GUIRETTI, D.; RENAULT, I. Z.; HASSAN, R.
Instituição: 
INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER, LABORATÓRIO DE BIOLOGIA MOLECULAR DO CENTRO DE TRANSPLANTE DE MEDULA ÓSSEA
Resumo: 

A definição de paciente pediátrico segue critérios padronizados, baseados no limite superior de idade, variando entre 14-21 anos de acordo com definições institucionais. Poucos estudos têm explorado a variabilidade clínico-biológica do linfoma de Hodgkin (LH) na infância. Nosso objetivo foi realizar uma comparação das características clínicas e biológicas do linfoma de Hodgkin pediátrico (0-18 anos, segundo critério da SOBOPE), entre grupos criados a partir do ponto de corte de 10 anos de idade. Foram incluídas 65 crianças (idade entre 3 e 18 anos, mediana 14 anos) e proporção M:F de 1,4:1. Foi realizada revisão dos prontuários e histopatológica de todos os casos, determinação do número de mitoses em 10 campos de grande aumento (CGA), contagem do número de células neoplásicas por CGA, contagem do número de eosinófilos por 10 CGA, estudo imunohistoquímico (IHQ) para CD20, CD15 e CD30 e determinação da associação com o vírus Epstein-Barr (EBV) através de hibridização in situ para o RNA-EBER E IHQ para LMP1. Os pacientes foram divididos em 2 grupos, um < 10 anos (GR1) e outro > 10 anos (GR2). A maioria dos casos de celularidade mista (87,5%) foi do GR1, ao contrário da esclerose nodular (EN) que prevaleceu no GR2 (p= 0,00005). A EN grau 2 teve maior freqüência no GR2 (p= 0,02). Um menor número de células neoplásicas (<40) por campo de grande aumento (CGA) foi encontrado no GR1 (p= 0,003). Não houve diferença no índice mitótico e na intensidade do infiltrado eosinofílico entre os grupos. A presença do EBV e a imunoprevalência de CD15, CD30 e CD20 foi semelhante em ambos os grupos. Massa mediastinal foi mais prevalente no GR2 (p= 0,003). Estadios maiores prevaleceram no GR2 com 82% dos casos pertencentes ao III/IV (p= 0,006). Estes resultados apontam para uma diferença clínica e biológica do linfoma de Hodgkin entre crianças menores e maiores de 10 anos e sugerem a necessidade de se implementar pontos de corte etário diferentes dos classicamente empregados, no desenho de estudos sobre fatores etiopatogênicos desta doença. Financiamento: Swiss Bridge Foundation e CAPES.

Palavras-chave

TRATAMENTO DE TUMORES DE SISTEMA NERVOSO CENTRAL EM MENORES DE 3 ANOS DE IDADE: EXPERIÊNCIA DO INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER

Tipo: 
Pôsteres
ID: 
OP - 148
Autor(es): 
GRABOIS, M. F. ;FERREIRA, R. M.
Coautor(es): 
FERMAN, S.
Instituição: 
INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER
Introdução: 

Crianças portadoras de tumor de SNC menores de 3 anos de idade formam um grupo de pior prognóstico. Isso se deve a diversos fatores principalmente a presença ao diagnóstico de volumosos tumores dificultando sua ressecção completa e ao uso limitado da radioterapia nesta faixa etária devido aos efeitos deletérios sobre o desenvolvimento do cérebro. Objetivamos identificar grupos de maior e menor risco visando intensificar o tratamento naqueles de pior prognóstico.

Metodologia: 

Foram analisados prontuários médicos e confeccionadas curvas de sobrevida pelo método de Kaplan-Meier de acordo com as variáveis de relevância na literatura.

Resultados: 

Vinte e oito crianças menores de 3 anos de idade com tumor de SNC foram matriculadas no INCA no período de 16/03/2000 a 25/08/2005. A relação masculino/feminino foi 2,1 (19 meninos e 9 meninas). A idade variou de 4 a 33 meses (mediana = 20 meses). Em 14 pacientes (ptes) os tumores eram infratentoriais, em 13 ptes eram supratentoriais e em um pte era na medula espinhal (relação supra/infra = 0,92). Quanto à histologia foram: sete meduloblastomas (25%), seis astrocitomas pilocíticos (21,4%), cinco ependimomas (17,9%), quatro PNETs (14,3%), dois ependimomas anaplásicos (7,1%), um tumor teratóide/ rabdóide atípico (3,6%), um carcinoma do plexo coróide (3,6%), um meningeoma atípico (3,6%) e um neurocitoma central (3,6%). Em relação ao grau de malignidade 15 ptes tinham tumores de alto grau (53,6%) e 13 ptes (46,4%) de baixo grau. Quanto a ressecabilidade do tumor, doze pacientes (42,9%) alcançaram ressecção total, seis ptes ressecção parcial (21,4%) e 10 ptes apenas biópsia (35,7%). A quimioterapia utilizada foi: em 11 ptes (39,3%) o protocolo bebê SFOP (CBDCA, procarbazina, CDDP, VP16, CTZ, VCR), em quatro ptes ICE (14,3%); e em três ptes CBDCA e VCR (10,7%). Dez pacientes não receberam QT. Apenas sete crianças receberam radioterapia após completar 3 anos de idade, sendo: quatro meduloblastoma, dois ependimoma e um ependimoma anaplásico. Doze pacientes (42,9%) foram ao óbito. A taxa de sobrevida global em 5 anos foi de 52,9%. A taxa de sobrevida em 5 anos foi para ressecção cirúrgica total 72,9% e para ressecção parcial ou biopsia 35,1% (p=0,07). A taxa de sobrevida em 5 anos por grau de malignidade foi de 75,2% para lesões de baixo grau e 30,6% para tumores de alto grau (p=0,06).

Conclusão: 

Dados da literatura mostram que pacientes com ressecção macroscópica completa e baixo grau de malignidade representam um grupo de melhor prognóstico mesmo dentro desta faixa etária. Esse estudo mostra essa tendência, apesar dos resultados não mostrarem significância estatística, provavelmente devido ao pequeno número de pacientes.

Palavras-chave

TRANSPLANTE DE MEDULA ÓSSEA AUTÓLOGO PARA O TRATAMENTO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM LINFOMA DE HODGKIN E LINFOMA NÃO HODGKIN

Tipo: 
Pôsteres
ID: 
OP - 146
Autor(es): 
ZECCHIN, V. G. ;GOUVEIA, R. V.; GINANI, V. C.; LUISI, F. A. V.; FELIX, O. M. W. . O.; DIOMEDE, B. B.; LEDERMAN, H. M.; ALVES, M. T. S.; PETRILLI, A. S.; SEBER, A.
Instituição: 
INSTITUTO DE ONCOLOGIA PEDIÁTRICA - IOP - GRAACC - UNIFESP
Introdução: 

Transplante autólogo de medula óssea (TAMO) é uma das opções terapêuticas para pacientes que atingem somente remissão parcial (RP) no primeiro tratamento, ou que apresentam recidiva de linfomas de Hodgkin (LH) e linfomas não-Hodgkin (LNH). Entretanto, poucos trabalhos na literatura médica incluem somente crianças e adolescentes, nenhum deles, até onde sabemos, em nosso meio. Assim, nosso objetivo é descrever os resultados obtidos com transplante de crianças e adolescentes portadores de linfomas.

Metodologia: 

Revisão do prontuário de todos os pacientes portadores de linfomas submetidos a TMO entre maio/1999 e junho/2006 em um centro de transplante pediátrico.

Resultados: 

Vinte e três pacientes com idade de 4 a 21 anos, 14 meninos, com história de LNH (N=10) e LH (N=13) foram encaminhados para TAMO. Três eram portadores de linfoma de Burkitt (LB) em segunda remissão, seis, linfoma de grandes células (LGC) em segunda ou > terceira remissão e um linfoma linfoblástico (LL) em terceira remissão sem doador compatível aparentado ou não-aparentado. Os pacientes com LH estavam entre a primeira a quarta remissões, cinco deles apenas com remissão parcial à quimioterapia. Os regimes de condicionamento foram BCNU, etoposide, citarabina e melfalano (BEAM; 17), ciclofosfamida e bussulfano (4; LB) e ciclofosfamida e irradiação corporal total (1 LL e 1 LCG com infiltração meníngea). A fonte de célulastronco foi o sangue periférico em seis e medula óssea em 17 pacientes. A mediana de acompanhamento é de 310 dias (98-872). A mortalidade associada ao transplante foi de 1 em 23 (4%). Seis pacientes apresentaram recidiva da doença, quatro LH, um LGC e um LB, cinco deles submetidos a transplante após RP à quimioterapia. Duas pacientes atingiram nova remissão: uma com LGC-anaplásico submetida novamente à quimioterapia e uma com LH, após segundo transplante com sangue de cordão umbilical não-aparentado.

Conclusão: 

TAMO em nosso meio é um procedimento seguro, com mortalidadem associada ao transplante de 4%. Quatro crianças faleceram devido a recidiva da doença. Permanecem em remissão 13/15 pacientes transplantados sem doença mensurável (87%) e 3/7 transplantados após resposta parcial à quimioterapia. O papel da radioterapia após TAMO e dos anticorpos monoclonais na completa erradicação da doença será estudado prospectivamente.

Palavras-chave

RELATO DE CASO: UMA CRIANÇA COM PARALISIA DO NERVO FACIAL À DIREITA

Tipo: 
Pôsteres
ID: 
OP - 129
Autor(es): 
SERAFIM, E. S. S.;ALBUQUERQUE, E.
Coautor(es): 
COSTA, E.
Instituição: 
HEMOCENTRO DO RN E CLÍNICA DE ONCOLOGIA E HEMATOLOGIA DE MOSSORÓ.
Objetivo: 

Relatar um caso raro de tumor intracraniano originário da parte rugosa do saco endolinfático.

Metodologia: 

Realizada revisão de prontuário e revisão de literatura.

Resultados: 

Uma criança de nove anos de idade do sexo feminino com quadro de otalgia à direita, hipoacusia e paralisia do nervo facial do mesmo lado há seis meses. Investigação radiológica com tomografia computadorizada e ressonância magnética mostraram tumor invasivo envolvendo a porção petrosa do osso temporal direita, entre o canal auditivo interno e região sinus sigmíde, invadindo estruturas adjacentes incluindo nervo craniano, apresentando os seguintes sintomas: cefaléia, ataxia e hipoacusia. Biópsia realizada encontrou tumor extremamente hemorrágico com infiltração óssea. Encaminhado ao serviço especializado de cirurgia de base de crânio, sendo realizada reconstituição primária do nervo facial com enxerto no mesmo tempo cirúrgico com ressecção completa da tumoração. O estudo anatomo -patológico e imunohistoquímico concluiu carcinoma de células de saco endolinfático. Realizado estudo citogenético sem anormalidades. Investigada doença de Von Hipper-Lindau por esta associada a essa neoplasia, porém não achamos evidencia da doença. Criança atualmente bem mantida em acompanhamento clínico, como não há sinais de doença residual, não foi realizado tratamento radioterápico.

Conclusão: 

Esta é uma rara neoplasia intracraniana e deve ser investigada em associação com a doença de Von Hippel – Lindau. Quadro clínico de paralisia facial, cefaléia e otalgia.

Palavras-chave

RELATO DE CASO: TUMOR DISEMBRIOPLÁSICO NEUROEPITELIAL

Tipo: 
Pôsteres
ID: 
OP - 128
Autor(es): 
PRADO JUNIOR, P. C. ;KUCZYNSKI, A. P.
Coautor(es): 
WATANABE, F. M.; CARBONI JR, P.; GUGELMIN, E. S.; TORRES, L. F. B.
Instituição: 
HOSPITAL PEQUENO PRÍNCIPE, CURITIBA, PR
Relato: 

MFC, masculino, idade 8 anos e 10 meses, natural e procedente de Ponta Grossa, PR. História Clínica: início do quadro há 05 meses do diagnóstico definitivo, com histórico de crise convulsiva parcial complexa, com duração aproximada de 3 a 10 minutos, diariamente. Após cerca de 30 dias do início dos sintomas, realizado EEG, recebendo diagnóstico de epilepsia focal sintomática, sendo medicado com carbamazepina, sem resposta. Após associação de clobazam, houve melhora progressiva. Há dois meses do diagnóstico definitivo, a criança foi submetida a uma tomografia computadorizada de crânio a qual evidenciou uma área hipodensa no lobo frontal esquerdo, medindo 45x19mm. Após um mês, a ressonância magnética mostrou uma lesão heterogênea no lobo frontal esquerdo, sendo sugestiva de Astrocitoma. Nesta ocasião, a criança foi submetida à cirurgia, com ressecção total da massa, evoluindo sem seqüelas neurológicas. O diagnóstico anátomo-patológico foi realizado no Centro de Patologia de Curitiba de Curitiba- PR, sendo compatível com Tumor Disembrioplásico Neuro-Epitelial, conforme observado nas figuras abaixo. Após a confirmação do diagnóstico, a criança foi referida ao setor de Oncologia Pediátrica do Hospital Pequeno Príncipe para seguimento.

Discussão: 

O Tumor Disembrioplásico Neuro-Epitelial (DNT) é uma entidade clínica incomum, descrita pela primeira vez em 1988, que se caracteriza por uma lesão estável e indolente, cuja principal manifestação é a ocorrência de crise convulsiva parcial complexa. Os pacientes geralmente recebem o diagnóstico inicial de epilepsia de difícil controle. Este relato de caso pretende chamar a atenção para a possibilidade desta doença em crianças que apresentam crises convulsivas parciais complexas. Os casos relatados na literatura apresentam evolução altamente favorável, coincidindo com a evolução do presente caso até o momento.

PO-128.jpg

Palavras-chave

RELATO DE CASO

Tipo: 
Pôsteres
ID: 
OP - 125
Autor(es): 
MORAES, C. V. B. ;PAES, V.; VERNIERI, J. P.
Instituição: 
SANTA CASA MISERICORDIA DE SANTOS
Introdução: 

Descrevemos um caso de Astroblastoma atendido no Serviço de Oncologia Pediátrica da Santa Casa de Santos. O Astroblastoma é um tumor do Sistema nervoso Central, raro, corresponde a 0,45 % a 2,8% dos casos de tumores de sistema nervoso central, e há muita discussão a respeito de sua origem histogênese. Há dois tipos com diferente prognóstico: bem diferenciado (baixo grau) e o anaplásico (alto grau), e uma predileção por crianças(idade média de incidência na literatura é de 5 anos).

Metodologia: 

Relatamos um caso de Astroblastoma através da análise retrospectiva de prontuário médico, diagnosticado pela biopsia e estudo imunohistoquímico

Resultados: 

Paciente do sexo feminino, 9 anos de idade, previamente hígida, foi admitida no serviço da oncologia pediátrica da Santa Casa de Santos, em agosto de 2005, com história de cefaléia e vômitos há 7 dias com piora progressiva e crise convulsiva, realizado tomografia computorizada de urgência, que evidenciou processo expansivo temporo-parietal direito, bem delimitado. Foi realizada cirurgia de urgência com ressecção da massa e colocado DVP, paciente evoluiu bem no pós-operatório, sem seqüelas motoras e ou de cognitivo, com exame histológico do tumor e imunohistoquímico: revelando astroblastoma com proteina ácido fibrilar positiva, EMA positiva e vementina positiva. Iniciou quimioterapia em: com o seguinte esquema cisplatina, oncovin, ifosfamida, carboplatina, etoposide, intercalando grupo de 3 drogas a cada 21 dias realizando um total de 4 ciclos e após uso de granulokine. Atualmente se encontra fora de tratamento há sete meses, sem sinais de recidiva. Astroblastoma é um tumor raro cuja histogênese não está bem clara até o momento, foi inicialmente descrito por Bailey e Cushing e há décadas há discussão sobre a sua origem, aceita como entidade a partir de 1993, apresenta características de astrocitoma e ependimoma, recente estudos genéticos e de histologia sugerem que o astroblastoma seja uma entidade distinta. Composta por células isoladas ou em pseudo rosetas perivasculares, com núcleos densos e polarizados. Apresentam positividade imunohistoquímica para GFAP (proteína ácido fibrilar glial), EMA (antígeno de membrana eptelial), vementina e proteína S100. Radiologiacamente geralmente são lesões grandes, lobuladas, periféricas e supratentoriais, pouco associado a edema vasogênico, podem ser sólidos com componentes císticos, e infiltram estruturas pela suas grandes dimensões.

Palavras-chave

RELAÇÃO ENTRE INFILTRAÇÃO DE LINFÓCITOS T CD8+ E CÉLULAS CD25+ COM ESTÁDIO, TAMANHO, APRESENTAÇÃO CLÍNICA E SOBREVIDA DE TUMORES DE CÓRTEX ADRENAL EM CRIANÇAS

Tipo: 
Pôsteres
ID: 
OP - 124
Autor(es): 
PARISE, G. A. ;CAMARGO, B.; MAGGIO, E. M.; SAMPAIO, G. A.; PARISE, I. Z. S.; BARBOSA, J. R. S.; CALEFFE, L. G.; FIGUEIREDO, B. C.
Instituição: 
INSTITUTO PELÉ PEQUENO PRÍNCIPE - PESQUISA EM SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE (IPP). CENTRO DE GENÉTICA MOLECULAR E PESQUISA DO CÂNCER EM CRIANÇAS (CEGEMPAC)
Introdução: 

O tumor de córtex adrenal (TCA) é uma neoplasia rara que acomete pacientes de todas as idades, sendo na infância, mais comum até os 4 anos de idade. Os TCAs de crianças dos estados do Paraná e São Paulo geralmente apresentam uma mutação R337H no gene supressor tumoral TP53. Enquanto a incidência mundial é em torno de 0,2 caso por milhão de crianças até 15 anos de idade, no Paraná é cerca de 12 a 18 vezes maior, atingindo até 3,6 casos/milhão de crianças até 15 anos de idade. O conhecimento de que o sistema imunológico, através de macrófagos, linfócitos T auxiliares, linfócitos T citotóxicos e as células Natural Killer (ou ‘’NK’’) estariam envolvidos no combate a diversos tipos de tumores, motivou a realização deste estudo , com o objetivo de comparar a relação entre a presença de células marcadas com CD8+ no TCA (linfócitos T citotóxico ou LTC) ou com CD25+ (linfócitos T e B ativados, macrófagos) e diversos parâmetros relacionados com o prognóstico da doença.

Metodologia: 

Trinta e quatro amostras de TCAs e dados clínicos de crianças, 12 do sexo masculino e 22 do sexo feminino, foram incluídos neste estudo aprovado pelos Comitês de Ética do Hospital de Clínicas e Hospital Pequeno Príncipe. Imunohistoquímica para CD8 e CD25 (imunoperoxidase) foi realizada em cortes de TCA embebidos em parafina (4 micrômetros de espessura). Após a contagem usando microscópio óptico, os resultados foram expressos por 10 campos de grande aumento (1milímetro quadrado).

Resultados: 

O número de linfócitos (CD8+) foi muito superior ao de células CD25+ (‘’ativadas’’) e ambas as contagens se correlacionaram positivamente (r =0,71). A maior presença de linfócitos CD8+ e células CD25+ esteve, através do teste de Fisher bilateral, significativamente relacionada (p<0,05) com estádio I ao diagnóstico, e com a ausência de recidivas. Entretanto, embora um maior número de células CD25+ estivesse associado a um menor peso do tumor, o número de casos investigados neste estudo não foi suficientemente grande para se identificar uma associação entre a presença das células marcadas com CD8 e peso, óbito ou tempo de sobrevida. Não foi encontrada uma associação entre o número das células marcadas com CD8 ou CD25 com a forma de apresentação clínica (com ou sem síndrome de Cushing).

Conclusão: 

Estes resultados permitiram concluir que o sistema imunológico celular está envolvido no combate às células neoplásicas do TCA e que a presença de células imunocompetentes no TCA está relacionada a um melhor prognóstico, embora por si só, não sejam suficientes para combater o desenvolvimento da neoplasia nos estádio avançados, por deficiência do sistema imunológico ou por falha na apresentação de antígenos pelos TCAs.

Palavras-chave

PUBERDADE PRECOCE COMO APRESENTAÇÃO CLÍNICA DE CORIOCARCINOMA MISTO

Tipo: 
Pôsteres
ID: 
OP - 120
Autor(es): 
ROTH, D. E. ;FAULHABER, F. R. S.; MENESES, C. F.; LOSS, J. F.; TAKAMATU, E.; BRUNETTO, A. L.
Instituição: 
SERVIÇO DE ONCOLOGIA PEDIÁTRICA DO HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE
Introdução: 

Os tumores de células germinativas, gonadal e extragonadal são pouco freqüentes na infância, com incidência de 2,4 casos para cada um milhão de crianças. Representam apenas 1% dos casos de câncer em crianças abaixo de 15 anos. Embora possam ocorrer em qualquer idade, a incidência dos tumores de ovário, nesta faixa etária, aumenta entre os 10 e 14 anos. O coriocarcinoma pode ser tanto gestacional ou não gestacional, sendo o último o relato deste caso, identificado apenas em pacientes prépúberes.

Relato: 

Menina de 5 anos, com história de aumento de volume abdominal em região pélvica, dor abdominal difusa, disúria e puberdade precoce 2 meses antes do início da investigação clínica. Exame físico com abdômen pouco distendido, globoso, depressível com massa de consistência endurecida na região suprapúbica. Sinais de puberdade precoce com mamas M3 e pêlos pubianos P3-P4 conforme a classificação de Tanner. Tomografia computadorizada do abdômen demonstrou lesão ocupando a pelve e parte do abdômen, medindo 2550cm3, com contornos irregulares, comprimindo parede vesical, sigmóide e ocasionando dilatação pielocalicinal bilateral. Os marcadores tumorais da admissão eram: â-HCG: 2392780mIU/ml, CA 125: 51,2U/ml , á-fetoproteína: 13,17 UI/ml, LDH: 2201U/l. Realizado ressecção da lesão tumoral com margens cirúrgicas comprometidas. O anátomopatológico confirmou diagnóstico de tumor germinativo maligno misto, composto de teratoma maduro e coriocarcinoma ovariano como componente predominante.

Discussão: 

O coriocarcinoma de ovário isolado é raro, muito agressivo, com alto risco de metástases para pulmão, fígado e cérebro. A etiologia destes tumores, assim como nos tumores do testículo, está associada a fatores hormonais. Os tumores ovarianos pediátricos, ao contrário dos adultos, são mais freqüentemente de origem nas células epiteliais germinativas e o componente estromal é raro. A apresentação clínica mais comum é a dor abdominal (80%), simulando quadro de abdômen agudo ou constipação. Amenorréia e sangramento vaginal são menos freqüentes. Disúria e puberdade precoce estão comumente associados aos tumores estromais, sendo descritos nos tumores de sinus endodermal, coriocarcinoma e teratoma misto. Os marcadores tumorais séricos incluem â-HCG, LDH e CA 125.

Conclusão: 

Atualmente os pacientes com coriocarcinomas não gestacionais têm melhor prognóstico com cirurgia agressiva associada à quimioterapia adjuvante para tumores de células germinativas.

Palavras-chave

PIELONEFRITE XANTOGRANULOMATOSA SIMULANDO NEFROBLASTOMA

Tipo: 
Pôsteres
ID: 
OP - 115
Autor(es): 
MEDEIROS FILHO, W. C. ;UKEI, T.; DAVILA FILHO, L. C.; RAMOS, C. C. F.; FERNANDES, M. Z.
Instituição: 
HOSPITAL INFANTIL VARELA SANTIAGO
Introdução: 

A pielonefrite xantogranulomatosa é uma forma grave, atípica e incomum de infecção crônica do parênquima renal. Suas manifestações podem simular várias outras patologias inflamatórias ou neoplásicas do rim, fato que associado à raridade na faixa etária pediátrica, torna-a freqüentemente não diagnosticada no pré-operatório.

Metodologia: 

Relato de um caso de pielonefrite xantogranulomatosa em uma criança do sexo feminino, dois anos de idade, com tumoração renal heterogênea à esquerda simulando nefroblastoma, que foi tratada segundo protocolo da Sociedade Internacional de Oncologia Pediátrica - SIOP 2001. Realizada revisão da literatura e comentários sobre quadro clínico, achados radiológicos e diagnóstico anátomo-patológico. Não há relato de hematúria, infecção urinária ou nefrolitíase neste caso.

Resultados: 

Após estadiamento e realização da quimioterapia pré-operatória para doença localizada preconizada pelo protocolo SIOP 2001, foi observado redução nas dimensões da lesão renal e a paciente foi submetida à nefrectomia esquerda na semana 5 do referido protocolo. Exame anátomo-patológico concluiu pielonefrite xantogranulomatosa. Atualmente, a criança encontra-se seis meses pós-tratamento, clinicamente normal, e com exames mostrando função renal preservada.

Conclusão: 

Muitos autores afirmam que a pielonefrite xantogranulomatosa é uma patologia própria do adulto, a partir da 4ª década de vida, sendo extremamente rara na infância. Apesar do melhor conhecimento clínico e avanço nos métodos radiológicos, suas manifestações podem simular neoplasia renal e o diagnóstico de certeza, muitas vezes, só será obtido com o exame anátomo-patológico. Pielonefrite xantogranulomatosa deve ser lembrada nos casos de tumor renal, principalmente quando há relato de infecção urinária de repetição ou litíase renal.

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