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Lactente

SARCOMA HISTIOCÍTICO: RELATO DE CASO EM UMA CRIANÇA DE 16 MESES

Tipo: 
Pôsteres
ID: 
OP - 133
Autor(es): 
NOGUCHI, D. T. ;GUIMARÃES, F. P. D.; ALVES, M. T. S.; LEE, M. L. M.; CYPRIANO, M.
Coautor(es): 
CHAN, J.; MARTINS, S. L. R.
Instituição: 
INSTITUTO DE ONCOLOGIA PEDIÁTRICA/ GRAACC/ UNIFESP
Introdução: 

As histiocitoses constituem um grupo diverso e raro de doenças na infância. São classificadas pela Sociedade Internacional de Histiocitose em 3 classes: desordens de comportamento biológico variado derivadas de células dendríticas (1) ou monócitos (2) e desordens histiocíticas malignas (3). O diagnóstico do sarcoma histiocítico (SH) baseia-se na imunofenotipagem, que comprova a linhagem histiocítica por meio da expressão positiva dos antígenos associados ao macrófago, CD68 e Lisozima, e negativa do CD1a, CD21 e CD35. Recentemente caracterizado, o CD163 é um marcador promissor de neoplasias histiocíticas. O SH tem apresentação clínica variada. Quando inicialmente confinado à pele tem curso clínico indolente e, em alguns casos, regressão espontânea.

Metodologia: 

Por meio do estudo do prontuário e pesquisa no PubMed, os autores descrevem um caso raro de SH em lactente.

Resultados: 

Menina de 16 meses, parda, natural da Bahia, apresentou aos seis meses de vida pápula hiperemiada única, junto à asa nasal esquerda, que regrediu espontaneamente. Aos 11 meses, esta lesão reapareceu, bem como outra semelhante em região contralateral. Aos 13 meses, a paciente apresentou piora do estado geral, linfonodomegalias e edema nas articulações interfalangeanas; provas reumatológicas eram negativas e hemograma normal. Onze dias depois desenvolveu pancitopenia e febre, realizando mielograma que descartou leucemia. Aos 14 meses, surgiram múltiplos nódulos no corpo, não pruriginosos, acastanhados, indolores, firmes e de dimensões variadas. Após um mês, evoluiu com distensão abdominal e piora progressiva das lesões levando a mãe a procurar atendimento médico em São Paulo. Aos 16 meses, foi admitida em nosso serviço em bom estado geral, com hepatoesplenomegalia e nódulos disseminados que aumentaram progressivamente, principalmente na face (foto). Hemograma de admissão evidenciava pancitopenia. Mielograma apresentava 44% de células granulares anômalas, em diferentes estágios maturativos, com características displásicas e mieloperoxidase negativa, considerou-se a hipótese de mastocitose sistêmica, que foi afastada pela ausência de células com imunofenótipo anômalo. Biópsia de pele foi compatível com sarcoma histiocítico, confirmado pela imunohistoquímica positiva para CD163, CD68, lisozima e CD 45, e negativa para CD1a e proteína S100. A paciente foi tratada com dois ciclos de Cladribina (9mg/m²/d) e Citarabina (500mg/ m²/d) por cinco dias, evoluindo com regressão importante das lesões.

Conclusão: 

Descrevemos o caso de uma lactente com SH, cujo diagnóstico e tratamento representou um grande desafio. Esperamos que este relato contribua para a caracterização clínica e anátomo-patológica desta doença, extremamente rara na faixa pediátrica.

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Palavras-chave

RELATO DE CASO DE LACTENTE COM LEUCEMIA MONOCÍTICA AGUDA COM T(8;22):DOENÇA COM CARACTERÍSTICAS CLÍNICO-PATOLÓGICAS DISTINTAS

Tipo: 
Pôsteres
ID: 
OP - 126
Autor(es): 
TIBURCIO, F. R. ;DELBUONO, E.; ROCHA, M. H.; CHAUFFAILLE, M.; LEE, M. L. M.
Instituição: 
IOP / GRAACC / UNIFESP
Introdução: 

A Leucemia Mielóide Aguda (LMA) Monocítica (M5) representa cerca de 15% das LMA em crianças maiores de 2 anos porém chega a quase 50% nas menores de 2 anos. A apresentação clínica usual incluí leucometria elevada, alta incidência de infiltração extra-medular e acometimento de SNC.

Metodologia: 

Relato de um caso de lactente com diagnóstico de LMA M5 com apresentação clínica cutânea atendido em nossa instituição.

Resultados: 

Lactente com 1 mes e 30 dias de vida sem relato de intercorrências gestacionais e neonatais com história de surgimento de máculas violáceas em tórax com subsequente acometimento de abdome e face. Biópsia de pele e imunohistoquímica com infiltração por células de linhagem mielomonocítica ou histiocitária. Hemograma demonstrando apenas discreta anemia. Medula óssea com 83% de monoblastos, eritrofagocitose pelas células blásticas e imunofenotipagem compatível com Leucemia Mielóide Aguda de linhagem monocítica (CD13, CD14, CD33, CD11c, CD4, CD15, HLA-DR e cMPO). Citogenética com cariótipo 46, XY, t(8;22) ( p11;q13 ). Iniciado tratamento quimioterápico de acordo com o protocolo LMAIO-97, realizando primeiro ciclo indutório com Cladribine e AraC com mielograma no 21º dia deste ciclo mantendo 68,4 % de blastos monocíticos mas com ausência de hemofagocitose. Realizado ciclo DAV I com mielograma de reavaliação mostrando 30% de blastos, imunofenotipagem mostrando expressão de células imaturas com mudança do fenótipo dos blastos com perda da expressão da linhagem monocítica e a presença de antígeno CD34, marcando linhagem mielóide imatura. Cariótipo nesta ocasião já sem a presença da (8;22). Após a realização do ciclo DAV II o novo mielograma demonstrou remissão medular. O caso relata quadro raro de Leucemia Monocítica do Lactente com hemofagocitose associada e presença da t(8;22).

Conclusão: 

O envolvimento do 8p11 (gene MOZ) está associado com os subtipos morfológicos M4 e M5 mais comumente através da t(8;16) com o gene de fusão MOZ-CBP. Este confere características clínicas de CIVD, acometimento extra-medular, prognóstico reservado sendo descrito raramente em lactentes. A t(8;22) também está associada como esta forma de apresentação não usual da doença sendo um evento ainda mais raro.

Palavras-chave

O PAPEL DAS MUTAÇÕES NO GENE FLT3 NA ETIOLOGIA DAS LEUCEMIAS AGUDAS DE LACTENTES COM REARRANJOS DO GENE MLL

Tipo: 
Pôsteres
ID: 
OP - 104
Autor(es): 
EMERENCIANO, M.
Coautor(es): 
MENEZES, J.; MANSUR, M. B.; GONÇALVES, B. A. A.; SANTANA, M.; POMBO-DE-OLIVEIRA, M. S.
Instituição: 
DIVISÃO DE MEDICINA EXPERIMENTAL - CPQ, INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER, RIO DE JANEIRO, BRASIL
Introdução: 

Experimentos in vitro e evidências in vivo sugerem que as fusões gênicas freqüentemente encontradas nas leucemias agudas infantis não são os únicos eventos moleculares na leucemogênese. Estudos de perfil de expressão gênica demonstraram que o gene FLT3 está diferencialmente (altamente) expresso nas leucemias agudas dos lactentes (LAL) com rearranjos do gene MLL. Este gene codifica um receptor de tirosina quinase que quando mutado torna-se constitutivamente ativo, conferindo capacidade proliferativa aumentada à célula. Para verificar a associação entre as alterações dos genes MLL e FLT3, foi analisada a ocorrência de mutações FLT3-D835/I836 em LALs com e sem rearranjos do MLL.

Metodologia: 

Foram incluídas nesta análise amostras de LALs de novo, classificadas de acordo com critérios morfológicos (FAB) e imunofenotípicos (EGIL). A identificação das translocações do MLL foi feita por citogenética convencional, RT-PCR multiplex e FISH. A detecção da mutação FLT3-D835/I836 foi realizada por PCR-RFLP, na qual o fragmento do exon 17 amplificado por PCR foi digerido com a enzima de restrição EcoRV.

Resultados: 

Foram analisados 64 casos de LAL: 44 com leucemia linfoblástica aguda (LLA), 18 com leucemia mielóide aguda (LMA) e 2 pacientes com leucemia bifenotípica. Foram 34 casos do sexo masculino e 30 do sexo feminino. As idades variaram entre zero a 21 meses, sendo que a média foi 8,9 meses. Entre as LLAs, 26 (60%) eram do subtipo pró-B e, entre as LMAs, houve predomínio dos subtipos M4-M5 (n=7) e M7 (n=8). Quanto à presença do rearranjo do MLL, foram 37 casos (58%) com MLL positivo. Além disso, 20 controles sadios foram testados. Todos os controles e todos os pacientes com LAL sem rearranjo do MLL apresentaram o gene FLT3 na sua forma selvagem. No grupo de pacientes com rearranjo do gene MLL, duas mutações em 37 pacientes analisados (5,4%) foram encontradas. Os dois casos em que ambas as alterações genéticas foram detectadas possuíam diagnóstico de LLA pró-B, com idade inferior a 5 meses e com altas contagens leucocitárias (192,1 e 155,1 x 109/L).

Conclusão: 

Estes resultados sugerem que as mutações no FLT3 não são os eventos secundários cruciais na origem da LAL. No entanto, a presença da mutação pode estar diretamente associada às crianças menores e cujo blasto contenha rearranjo do gene MLL. Além disso, os casos aqui apresentados endossam a hipótese de que alterações genéticas presentes nas LALs são adquiridas na vida intrauterina.

Palavras-chave

AVALIAÇÃO RESTROSPECTIVA DOS LACTENTES COM LEUCEMIA AGUDA TRATADOS NUMA ÚNICA INSTITUIÇÃO NO PERÍODO DE 11 ANOS

Tipo: 
Apresentações
ID: 
AO-22
Autor(es): 
SANTOS, K. A. R. ;SILVEIRA, A. R. B.; DELBUONO, E. ; MACEDO, C. R. D.; SEBER, A.; LEE, M. L. M.
Coautor(es): 
TOLEDO, S. R. C.; TORRE, C. A. D.; GINANI, V. C.; BENITES, E. C. A.
Instituição: 
IOP/GRAACC/UNIFESP/EPM
Introdução: 

A leucemia aguda do lactente tem características clínicas e biológicas distintas que a diferencia das demais leucemias agudas da infância e determina sua evolução. Os últimos progressos no tratamento parecem ter modificado pouco o prognóstico desta faixa etária, que permanece ruim. Este estudo teve por objetivo descrever as características e a evolução dos lactentes com leucemia aguda tratados no Instituto de Oncologia Pediátrica/GRAACC/UNIFESP/EPM no período de 11 anos.

Metodologia: 

Foram avaliados retrospectivamente 37 lactentes diagnosticados com idades entre 0-24 meses e tratados no serviço entre janeiro de 1994 a julho de 2005. Resultados: 48% (18/37) dos pacientes apresentavam idade <12 meses; 61% (11/18) destes eram <6 meses. 62% eram do sexo masculino; 70% com diagnóstico de LLA e 30% de LMA. 2 pacientes eram portadores de síndrome de Down (1 portador de LLA e 1 de LMA-M7). Com relação à apresentação clínica, 70% tinham hepatoesplenomegalia variável, 60% apresentavam febre, 48% com adenomegalias, 19% com comprometimento de pele (nódulos); 16% tinham comprometimento de SNC. Nos achados laboratoriais, a mediana da leucometria foi 37.200/mm3 (1.800 – 1.000.000); entre os pacientes com leucometria <100.000/mm3(12/37), 70% destes eram <12 meses. Dos 24 pacientes com LLA que foram imunofenotipados, 33% foram classificados como LLA pró-B (todos <12 meses); 37,5% como LLA comum, 25% como LLA pré-B e 4% como LLA-T. Dos 17 pacientes onde a citogenética clássica foi avaliável, 12 apresentavam cariótipos alterados, destes 4 eram complexos e apenas 1 com t(4;11). Em relação à terapêutica instituída, 11% necessitaram de exasanguíneo-transfusões. Foram utilizados 5 diferentes protocolos quimioterápicos: GBTLI/LLA-93 (9), GBTLI/LLA-99 (10), BFM-95 (3), INTERFANT 99 (4), LMAIO/97 (11). Apenas 3 pacientes (portadores de LLA) foram submetidos a TMO alogênico em 1ª remissão clínica completa. A média de seguimento destes pacientes foi de 27,8 meses (0-136). A sobrevida global em 5 anos foi de 30,9+/-8,9%.Em relação à linhagem celular, a sobrevida global em 5 anos no grupo de LLA foi de 40,3+/-11,7% vs 10,6+/-9,9% (P=0,0155) no grupo de LMA. Em relação à faixa etária, os pacientes <12 meses apresentaram sobrevida global em 5 anos de 0 vs 55,6+/-10,9%(P=0,0002) para os maiores de 12 meses. Os pacientes com LLA e idade >12 meses tiveram um melhor prognóstico quando comparados aos <12 meses (P<0,0001; sobrevida global em 5 anos, 77,9+/-14,1% vs 12,6+/-11,4%). A mesma diferença em relação à idade foi observada nos pacientes portadores de LMA (P=0,0447; sobrevida global em 5 anos 0 vs 16,7+/-15,2%).

Conclusão: 

nossos dados demonstram que os lactentes portadores de LLA apresentaram sobrevida global superior aos portadores de LMA e reforçam a importância da idade como determinante prognóstico, caracterizando dois grupos distintos, onde aqueles com idade <12 meses apresentaram curva de sobrevida global significativamente inferior ao grupo <12 meses.

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Hepatoblastoma: prevalente dos tumores hepáticos da infância

Os tumores hepáticos são raros na infância, variando de 0,5 a 2,0% dos cânceres pediátricos. Nas crianças que apresentam massa hepática, impõe-se o diagnóstico diferencial entre as hepatomegalias difusas e os tumores benignos e malignos, primários e metastáticos. Os vários estudos sobre tumores hepáticos na infância indicam que cerca de 70% são malignos. Entre esses, o mais freqüente é o hepatoblastoma.

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