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Pacientes jovens

OSTEOSSARCOMA EXTRAESQUELÉTICO - RELATO DE CASO E REVISÃO DA LITERATURA

Tipo: 
Pôsteres
ID: 
OP - 109
Autor(es): 
BLUM, R. R. ;LICHTVAN, L. C. L.; RIBEIRO, L. L.; OGATA, D. C.; PIANOVSKI, M. A. D.
Instituição: 
HOSPITAL ERASTO GAERTNER
Introdução: 

O osteossarcoma extra-esquelético é uma neoplasia mesenquimal incomum que representa apenas 4% dos osteossarcomas. Seu pico de incidência é entre a sexta e sétima décadas de vida, sendo extremamente raro na faixa etária pediátrica. O diagnóstico é realizado a partir da história clínica, exames de imagem e achados histopatológicos. O diagnóstico diferencial da imagem radiográfica inclui a miosite ossificante, fibrodisplasia ossificante progressiva e o osteoma de tecidos moles. São tumores de comportamento agressivo, disseminação metastática precoce e altas taxas de recorrência local.

Relato: 

JAS, masculino, 18 anos, branco, com história de 1 ano de evolução com dor em membro inferior direito (MID) após trauma local, sem edema ou hiperemia. Fez uso de antiinflamatórios não-hormonais por aproximadamente 4 meses. Após este período apresentou piora importante da dor, associado à dificuldade para deambular. Há 4 meses do diagnóstico notou aumento de volume em região lombar a direita, com dor local de forte intensidade. Apresentou emagrecimento de 6 Kg em 1 ano. Ao chegar ao nosso Serviço estava há 1 semana sem conseguir andar. No exame físico observou-se extensa massa em região pára-vertebral direita (tóraco-lombar), estendendo-se para região abdominal ocupando fossa ilíaca direita e flanco direito. À tomografia computadorizada observou-se massa em fossa ilíaca direita e flanco direito medindo cerca de 140 mm de diâmetro, de contornos bosselados e aspecto heterogêneo, infiltrando o canal medular ao nível de L4, comprometendo os músculos psoas e ileopsoas. Realizado biópsia da lesão e diagnosticado osteossarcoma. Foi iniciado tratamento com o protocolo do Grupo Brasileiro de Osteossarcoma e ao final dos 4 primeiros ciclos de quimioterapia (Qt), o tumor foi considerado irressecável. Realizado então mais 4 ciclos de Qt. Ao final destes observouse uma redução parcial da lesão tumoral. Avaliado pela neurocirurgia e cirurgia pediátrica e sugerido procedimento cirúrgico para tentativa de ressecção da lesão residual, porém o paciente e seus familiares recusaram o procedimento.

Metodologia: 

Revisão do prontuário médico e da literatura (pubmed/medline).

Palavras-chave

LINFOMAS NÃO-HODGKIN EM CRIANÇAS E ADULTOS JOVENS

Tipo: 
Pôsteres
ID: 
OP - 087
Autor(es): 
ZECCHIN, V. G. ;LUISI, F. A. V.; ALVES, M. T. S.; SCHETTINI, S. T.; PETRILLI, A. S.
Instituição: 
INSTITUTO DE ONCOLOGIA PEDIÁTRICA - IOP - GRAACC - UNIFESP
Introdução: 

Linfomas Não-Hodgkin (LNH) são neoplasias que apresentam altos índices de cura. Entretanto, alguns pacientes apresentam recidiva ou refratariedade ao tratamento quimioterápico e seu prognóstico não é bem estabelecido.

Objetivo: 

Descrever a evolução de todos os pacientes com LNH que apresentaram refratariedade primária ou recidiva da doença.

Metodologia: 

Análise retrospectiva de todos os paciente com diagnóstico de LNH desde janeiro de 1999, o ano em que foi inaugurada a unidade de transplante de medula óssea (TMO) em nossa instituição.

Resultados: 

Entre janeiro de 1999 e janeiro de 2006, 2376 crianças e adultos jovens tiveram o diagnóstico de câncer em nossa instituição. Cento e nove pacientes com idade entre 18 meses e 25 anos apresentavam LNH: 52 Burkitt, 34 linfomas de grandes células, 19 linfomas linfoblásticos e quatro pacientes com outros tipos raros de LNH. O tratamento foi baseado no Protocolo Brasileiro para LNH. Oitenta e dois pacientes (75%) permanecem em primeira remissão completa. Dezenove (17%) apresentaram refratariedade primária e oito (7%) apresentaram recidiva. Apenas quatro destes pacientes foram encaminhados para TMO autólogo em segunda remissão e todos encontram-se em remissão completa após seguimento de um a cinco anos. Progressão de doença foi a causa de óbito em 15 pacientes e três morreram de complicações infecciosas. Dois pacientes encontram-se vivos em remissão parcial após recidiva e outros dois encontram-se em segunda remissão completa após novo protocolo de quimioterapia. Um paciente morreu em seu domicílio em primeira remissão, sem causa definida.

Conclusão: 

A maioria dos pacientes que evolui com recidiva de LNH não consegue alcançar uma segunda remissão. A mortalidade relacionada ao TMO autólogo é baixa (5 a 10%, nenhum nesta amostra). Embora cerca de metade dos pacientes adultos com recidivas de LNH quimiossensíveis alcancem sobrevida livre de doença longa após TMO autólogo em segunda remissão, esta estratégia terapêutica não foi estudada na população pediátrica. Assim, nossos próximos estudos incluirão quimioterapia de resgate aliada ao TMO autólogo para crianças e adultos jovens que apresentem primeira remissão parcial ou segunda remissão completa.

Palavras-chave

GESTAÇÃO NA ADOLESCÊNCIA X MESILATO DE IMATINIBE

Tipo: 
Pôsteres
ID: 
OP - 057
Autor(es): 
OLIVEIRA, A. A. ;MACEDO, C. R. D.
Coautor(es): 
DELBUONO, E.; TOLEDO, S. R. C.; BAIOCHI, E.; LEE, M. L. M.
Instituição: 
NSTITUTO DE ONCOLOGIA PEDIÁTRICA/GRAACC/UNIFESP
Introdução: 

A leucemia mielóide crônica (LMC) Ph+ representa aproximadamente 5% das leucemias em menores de 20 anos, com um discreto aumento de sua incidência nos adolescentes. A introdução do mesilato de imatinibe na terapia desta doença mudou o cenário da LMC no grupo adulto. Na infância e adolescência, entretanto, ainda existem questões a serem definidas. Entre elas está o risco de exposição intra-útero a este agente, com poucos casos descritos nessa área.

Metodologia: 

Foram avaliadas três gestações em pacientes portadoras de LMC Ph+ que tiveram o diagnóstico de gravidez durante o uso de imatinibe.

Resultados: 

K.C.F.R., 18 anos e 3 meses, parda, diagnóstico de LMC Ph+ em 26/10/1995; sem doador compatível. Iniciou uso de imatinibe em 22/12/2003 após falha com esquema de alfa–interferon + ara-C. Em 11/03/04 foi diagnosticada sua primeira gestação, com ultrassonografia (USG) demonstrando feto único de 12 semanas de vida, sem alterações morfológicas. Nesta ocasião, a paciente encontrava-se em remissão clínica e hematológica, resposta citogenética completa e FISH positivo para o rearranjo gênico BCR/ABL em 5% das células analisadas.O RN do sexo feminino nasceu de parto normal, a termo (38 semanas), Apgar 8/9, P:2750g, E: 49cm, sem malformações. Em 30/09/05 veio à consulta com diagnóstico de sua segunda gestação , com USG demonstrando feto único de 10 semanas, vivo, sem alterações morfológicas. Na ocasião, a paciente mantinha remissão clínica e hematológica, e avaliação citogenética com resposta minor (75% das metáfases com presença da t(9;22)). O RN do sexo feminino nasceu de parto normal, a termo (39 semanas), Apgar 7/9, P:2640g, E:45cm, sem malformações. A segunda paciente, J.O.A., de 18 anos e 3 meses, parda, com diagnóstico de LMC Ph+ em 15/04/1998, sem doador compatível, iniciou uso de imatinibe em 30/04/02, após falha com esquema alfainterferon + ara-C. Em 27/12/04 foi diagnosticada gestação de 11 semanas. A paciente encontrava-se em remissão clínica e hematológica, com resposta citogenética minor (cariótipo com presença da t(9;22) em 40% das metáfases analisadas). O RN do sexo masculino nasceu de parto cesárea, a termo (40 semanas), Apgar 8/8, P:2830g, E:50 cm, sem malformações. As pacientes realizaram pré-natal no Setor de Ginecologia e Obstetrícia da UNIFESP/EPM, com avaliações regulares e sem intercorrências. Durante as gestações as pacientes não utilizaram medicações, mantendo-se estáveis em relação à doença de base. A lactação foi inibida, em ambas, no pós-parto imediato. Reiniciado mesilato de imatinibe na terceira semana após os partos. As crianças foram avaliadas no Setor de Genética Clínica da UNIFESP/EPM. Os bebês evoluíram com desenvolvimento neuropsicomotor e pondero-estatural adequados para idade.

Conclusão: 

Estudos préclínicos demonstraram ser o imatinibe teratogênico em ratos, sendo indicado o uso de métodos contraceptivos em mulheres em idade fértil. Entretanto, relatos de gravidez associados à droga no primeiro trimestre já foram feitos. Como, no momento, são poucos os estudos de exposição ao imatinibe, ainda é necessária cautela em relação ao impacto desta droga, tanto na embriogênese quanto nas conseqüências tardias sob o concepto.

Palavras-chave

EXPERIÊNCIA DO HOSPITAL AMARAL CARVALHO EM TRANSPLANTE DE CÉLULAS PROGENITORAS HEMATOPOIÉTICAS (TCPH) NÃO APARENTADO EM CRIANÇAS COM DOENÇAS HEMATOLÓGICAS MALIGNAS.

Tipo: 
Pôsteres
ID: 
OP - 051
Autor(es): 
OLIVEIRA, C. T. ;MAUAD, M. A
Coautor(es): 
COLTURATO, V. A. R.; SOUZA, M. P.; BEATO, E. M. M.; AZEVEDO, W. M.
Instituição: 
HOSPITAL AMARAL CARVALHO - JAÚ
Introdução: 

O TCPH tem sido utilizado com sucesso no tratamento de doenças hematológicas malignas de alto risco e/ou recidivadas, falência de medula óssea, imunodeficiências hereditárias e doenças metabólicas. Infelizmente, a grande limitação para realização do procedimento é a dificuldade para encontro de doadores, sendo que aproximadamente 50% das crianças não apresentam doador familiar compatível. Em nosso serviço realizamos até o momento 36 TCPH com doadores alternativos, sendo que desta população, 25 (69,4%) são crianças e 21 delas (58,3%) portadoras de doenças hematológicas malignas.

Metodologia: 

Foram avaliados 21 casos de crianças até 18 anos transplantadas em nosso serviço no período de outubro/04 a julho/06.

Resultados: 

A mediana de idade foi de 6 anos, sexo predominante feminino (57,1%), maioria da raça branca (90,5%) e procedente da região sudeste (90,5%). As patologias oncológicas transplantadas foram: LLA (9), LMA (8), LMC (3), Sd. mielodisplásica (1); destes 14 crianças apresentavam-se com doença em remissão (2 casos em 1ª remissão e 12 casos em 2ª ou 3ª remissão) e 7 com doença em atividade. A principal fonte de células foi sangue de cordão umbilical placentário (11), seguido de células tronco periféricas (5) e medula óssea (5). O tempo mediano entre o diagnóstico e a realização do TCPH foi de 824 dias e a mediana de internação de 39 dias. Nossa sobrevida atual para as crianças com doença em remissão é de 77%, com mediana de seguimento de 186 dias e mortalidade relacionada ao transplante (MRT) de 7,1%; na doença em atividade temos sobrevida de 28%, com seguimento de 210 dias e MRT de 42,8%.

Conclusão: 

Embora a casuística seja pequena e o tempo de seguimento precoce, observamos alta taxa de mortalidade relacionada ao transplante e menor sobrevida nas crianças transplantadas com doença em atividade. Estes resultados estão em concordância com os dados da literatura.

Palavras-chave

CLÍNICA MULTIDISCIPLINAR DE ATENDIMENTO AOS PACIENTES FORA DE TRATAMENTO (CFORT), DO INSTITUTO DE ONCOLOGIA PEDIÁTRICA (IOP)/ GRAACC/UNIFESP: RESULTADO DE UM ANO DE FUNCIONAMENTO.

Tipo: 
Pôsteres
ID: 
OP - 027
Autor(es): 
CYPRIANO, M. ;COVIC, A. N.; KANEMOTO, E.; BAPTISTA, F. M.; MINGIONE, I. C. D.; TSAI, L. Y.; GONÇALVES, M. I. R.; AULER, M. M.; MAIA, P. S.; PETRILLI, R.; RADZINSKY, T.; SANTOS, W. A
Instituição: 
INSTITUTO DE ONCOLOGIA PEDIÁTRICA /GRAACC/UNIFESP
Introdução: 

O CForT foi criado com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos sobreviventes do câncer infanto-juvenil a longo prazo. Por meio da identificação das seqüelas de cada tipo de câncer e respectivo tratamento, o CForT visa a melhorar a saúde física e emocional e a retomada da rotina escolar e social do sobrevivente de câncer, propiciando que cada individuo atinja o seu potencial máximo na vida adulta.

Metodologia: 

Para cumprir com os objetivos acima, o CForT realiza atendimento clínico multidisciplinar de excelência, treinamento de profissionais da área de saúde e pesquisa clínica. A equipe multidisciplinar conta com médico, enfermeira, nutricionista, psicólogo, assistente social, professor, fisioterapeuta, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional, além de duas voluntárias que realizam o agendamento e auxiliam na organização dos atendimentos. São elegíveis para o CForT, os pacientes que completaram todo o tratamento oncológico há, no mínimo, dois anos. Todos os pacientes passam em consulta de enfermagem, seguidas de consulta médica e avaliação pelos demais membros da equipe multiprofissional. Ao término do ambulatório, a equipe se reúne para discussão dos casos atendidos e deliberação conjunta da melhor abordagem para os problemas detectados. Caso necessário, os pacientes são encaminhados outros especialistas. Para obtermos o resultado de um ano de funcionamento do CForT, levantamos dados dos prontuários dos 144 pacientes atendidos entre junho de 2005 a agosto de 2006.

Resultados: 

A idade dos pacientes variou de 3,9 a 33 anos (mediana 13,2) e 44% deles eram do sexo masculino. Leucemia foi o diagnóstico mais freqüente (43%), seguido por Tumor de Wilms (30%) e Histiocitoses (10%). O período após o término de tratamento variou de 2,0 a 16,7 anos (mediana 5,8). A quase a totalidade dos casos (99%) foi tratada com quimioterapia (QT), 29% recebeu radioterapia e 42% foi submetido à cirurgia. Alterações físicas ou funcionais foram detectadas em 17% dos pacientes, em grande parte atribuíveis ao câncer ou ao seu tratamento. Alterações nutricionais ocorreram em 33% dos casos, sendo 22% obesidade ou sobrepeso e 11 %, desnutrição. Alterações fonoaudiológicas foram freqüentemente observadas (37%), porém a maioria não relacionada com a neoplasia ou terapia. Com relação ao aproveitamento escolar, 20% dos pacientes exibiam história de reprovação, sendo que em 1/3 destes, a reprovação ocorreu após o término do tratamento.

Conclusão: 

Nossa experiência ilustra a necessidade de se acompanhar o paciente fora de tratamento oncológico em um ambulatório exclusivo, por uma equipe multiprofissional motivada a trabalhar com essa população que, não obstante tenha sobrevivido ao câncer, ainda apresenta uma série de seqüelas e obstáculos à sua reinserção na sociedade.

Palavras-chave

Pais sentem-se pressionados a autorizar TMO nos filhos, mas não lamentam a decisão

O consentimento informado por parte dos pais é um pré-requisito para a realização de certos procedimentos médicos em crianças e adolescentes com câncer, especialmente os mais delicados. Por consentimento informado, entende-se uma autorização dada com plena ciência do que será feito, dos riscos e conseqüências. No entanto, em meio ao desgaste inerente ao período de tratamento e à ansiedade para ver o filho curado logo, nem sempre os pais estão plenamente cientes daquilo que permitem ou não.

Palavras-chave

Tratamento de LLA pediátrica aumenta risco de baixa estatura

Ter baixa uma estatura na idade adulta é um risco enfrentado pelos pacientes curados de Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA), segundo estudo publicado na edição de abril do "Journal of Pediatrics".

Palavras-chave

Carcinoma nasofaríngeo é mais freqüente entre jovens negros

O carcinoma nasofaríngeo (CNF), tumor raro que representa cerca de 0,2% de todas as doenças malignas, é mais comum entre os jovens negros menores de 20 anos do que entre os membros de outros grupos étnicos da mesma faixa etária. A conclusão é de um grupo de pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade da Carolina do Norte. O trabalho foi publicado na edição de outubro do periódico Archives of Otolaryngology – Head and Neck Surgery.

Palavras-chave

Adolescente também pode ter câncer de mama

Ao contrário do que o senso comum normalmente imagina, o câncer de mama na adolescência não é impossível. Em determinadas circunstâncias, a doença pode sim atacar adolescentes, ainda que com uma taxa de incidência baixa, em torno de 0,09% dos casos. “O câncer de mama não respeita idade nem sexo”, diz Dra. Lair Ribeiro, presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia. “Mas, na adolescência, os carcinomas freqüentes em mulheres mais velhas são raríssimos”.

Palavras-chave

Adolescente e adulto jovem: no olho do oncologista pediátrico

No próximo Congresso Brasileiro de Oncologia Pediátrica, o adolescente e o adulto jovem recebem, pela primeira vez, todas as atenções dos especialistas que trabalham com câncer infanto-juvenil. O evento acontece de 14 a 18 de novembro, em Salvador, na Bahia, e sua organização encontra-se a todo vapor, com o programa científico em fase de conclusão.

Palavras-chave

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