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Sintomas e sinais de alerta

RELATO DE CASO: UMA CRIANÇA COM PARALISIA DO NERVO FACIAL À DIREITA

Tipo: 
Pôsteres
ID: 
OP - 129
Autor(es): 
SERAFIM, E. S. S.;ALBUQUERQUE, E.
Coautor(es): 
COSTA, E.
Instituição: 
HEMOCENTRO DO RN E CLÍNICA DE ONCOLOGIA E HEMATOLOGIA DE MOSSORÓ.
Objetivo: 

Relatar um caso raro de tumor intracraniano originário da parte rugosa do saco endolinfático.

Metodologia: 

Realizada revisão de prontuário e revisão de literatura.

Resultados: 

Uma criança de nove anos de idade do sexo feminino com quadro de otalgia à direita, hipoacusia e paralisia do nervo facial do mesmo lado há seis meses. Investigação radiológica com tomografia computadorizada e ressonância magnética mostraram tumor invasivo envolvendo a porção petrosa do osso temporal direita, entre o canal auditivo interno e região sinus sigmíde, invadindo estruturas adjacentes incluindo nervo craniano, apresentando os seguintes sintomas: cefaléia, ataxia e hipoacusia. Biópsia realizada encontrou tumor extremamente hemorrágico com infiltração óssea. Encaminhado ao serviço especializado de cirurgia de base de crânio, sendo realizada reconstituição primária do nervo facial com enxerto no mesmo tempo cirúrgico com ressecção completa da tumoração. O estudo anatomo -patológico e imunohistoquímico concluiu carcinoma de células de saco endolinfático. Realizado estudo citogenético sem anormalidades. Investigada doença de Von Hipper-Lindau por esta associada a essa neoplasia, porém não achamos evidencia da doença. Criança atualmente bem mantida em acompanhamento clínico, como não há sinais de doença residual, não foi realizado tratamento radioterápico.

Conclusão: 

Esta é uma rara neoplasia intracraniana e deve ser investigada em associação com a doença de Von Hippel – Lindau. Quadro clínico de paralisia facial, cefaléia e otalgia.

Palavras-chave

PERFIL CLÍNICO E AVALIAÇÃO HISTO-MORFOMÉTRICA EM CRIANÇAS COM RABDOMIOSSARCOMA.

Tipo: 
Pôsteres
ID: 
OP - 112
Autor(es): 
OLIVEIRA, A. A. ;SANTOS, K. A. R.
Coautor(es): 
INOWE, E. K.; ALVES, M. T. S.; CARAN, E. M. M.
Instituição: 
IOP/ GRAACC/ UNIFESP/ EPM
Introdução: 

Rabdomiossarcoma (RMS) é o sarcoma de partes moles mais freqüente na infância e adolescência, sendo 2/3 dos casos em crianças com idade inferior a seis anos e há um pequeno pico de incidência durante adolescência. Os locais mais acometimentos, em ordem decrescente são: cabeça e pescoço, genito-urinário, extremidades e retroperitônio; variando os aspectos clínicos de acordo com o sítio tumoral. Os subtipos histológicos são embrionário, alveolar e indiferenciado. São descritos como principais fatores prognósticos o estadiamento, local primário do tumor, alterações cromossômicas, além da histologia e resposta ao tratamento. O Intergroup Rhabdomyosarcoma Study (IRS), que classifica o RMS de acordo com a extensão da doença e presença de metástases, identificou como mais importante fator prognóstico o grupo clínico, com sobrevida decrescente para pacientes do grupo I ao IV.

Metodologia: 

Realizou-se estudo retrospectivo de 86 pacientes com RMS diagnosticados no IOP-GRAACC/Unifesp/EPM no período de maio de 1990 a julho de 2006. Foram avaliados: sexo, idade, localização do tumor primário, presença de metástase, grupo clínico e subtipo histológico. Em 33 pacientes, realizou-se análise morfométrica com auxílio de um sistema digital de análises.

Resultados: 

A idade dos pacientes variou de quatro meses a 25 anos (mediana 8,5 anos), 77 (89%) tinham idade superior a um ano e 58 (67%) eram do sexo masculino. Os locais mais freqüentemente acometidos foram: cabeça e pescoço, incluindo órbita (20%), seguido de genito-urinário (17%), paratesticular (15%), parameníngeo (13%), retroperitoneal (10%), extremidades (9%), útero/vagina (3%), paravertebral (2%), tronco (1%) e outros (8%). Observou-se que a maioria dos nossos pacientes pertencia ao grupo clínico III e IV, com 53% e 26% dos pacientes, respectivamente. O pulmão foi o local mais acometido por metástases, com 43% dos casos metastáticos. O subtipo embrionário foi o mais comum (56%), seguido por alveolar (17%), botrióde (8%), indiferenciado (6%) e fusiforme (1%). Dos 21 pacientes recidivados, em 15 (71%) a recidiva ocorreu em local primário. A taxa de óbito foi de 50%, sendo mais freqüente nos RMS localizados em região parameníngea (22%) e nos grupos clínicos mais avançados, chegando a 89% se somados os III e IV. A progressão de doença foi a causa mais comum de óbito. Através da avaliação histo-morfométrica analisamos o comprimento, diâmetro, perímetro, área e grau de redondeza nuclear e correlacionamos tais parâmetros a dados morfológicos e clínicos.

Conclusão: 

A maioria dos RMS admitidos em nosso serviço apresenta estadios avançados (III ou IV) ao diagnóstico, contribuindo para uma pior sobrevida nestes pacientes, como os resultados do IRS. Assim, torna-se importante a divulgação da necessidade de diagnóstico precoce do RMS. A morfometria nuclear pode vir a ser uma ferramenta útil na avaliação prognóstica dos pacientes pediátricos com RMS, fornecendo novas informações histológicas, ajudando na melhor definição do comportamento e na escolha de abordagens terapêuticas mais adequadas.

Palavras-chave

CARCINOMA MUCOEPIDERMÓIDE DE BRÔNQUIO - RELATO DE CASO E REVISAO DA LITERATURA

Tipo: 
Pôsteres
ID: 
OP - 026
Autor(es): 
BLUM, R. R. ;OGATA, D. C.; LICHTVAN , L. C. L.; RIBEIRO, L. L.; HOFFMANN, C. C.; BATTAGLIN, F. S.; DANUCALOV, I. P.; IOSHII, S. O.; PIANOVSKI, M. A. D.
Instituição: 
HOSPITAL ERASTO GAERTNER
Introdução: 

O carcinoma mucoepidermóide de brônquio é uma neoplasia extremamente rara na faixa etária pediátrica. Até o ano de 2001 foram relatados apenas 52 casos em crianças. Os sintomas são, na maioria das vezes, decorrentes da obstrução brônquica como tosse, dispnéia, hemoptise, sibilos e pneumonia recorrente. Geralmente se observa alteração na radiografia de tórax, com infiltrados lobares, atelectasias e bronquiectasias.O tratamento recomendável é a ressecção cirúrgica completa da lesão. Por vezes é necessária a realização de lobectomia ou pneumectomia.

Relato: 

Paciente masculino, 13 anos, com história de tosse seca de quatro semanas de evolução e relato de cinco episódios de pneumonia nos últimos seis meses. Sem alterações no exame físico. Observou-se no Rx de tórax área hipotransparente e bem delimitada em lobo superior direito. A tomografia computadorizada de tórax revelou massa de contornos irregulares, sem plano de clivagem definido com estruturas mediastinais. Realizado então broncoscopia e visualizada lesão vegetante e bosselada preenchendo brônquio segmentar superior direito. Feita biópsia da lesão e diagnosticado carcinoma mucoepidermóide de baixo grau. Realizada ressecção cirúrgica (lobectomia). O paciente encontra-se assintomático em acompanhamento clínico há 14 meses, sem sinais da doença.

Metodologia: 

Revisão do prontuário médico e da literatura (pubmed/medline).

Palavras-chave

CAPACITAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE DA REDE DE ATENÇÃO BÁSICA: UMA ESTRATÉGIA PARA O DIAGNÓSTICO PRECOCE DO CÂNCER INFANTO-JUVENIL

Tipo: 
Pôsteres
ID: 
OP - 022
Autor(es): 
FONSECA, T. C. C. ;SILVA, L. L.; OLIVEIRA, O. H.; ALMEIDA, P. S.; GRANJA, P. G. G
Coautor(es): 
ARAÚJO, A. L. V.; ALVES, M. S.; RIBEIRO, G. M. R.; NICANOR, J. S.; AMARAL, N. S.; DRUBI, G. A.; SILVA, M. A.; SANTOS, N. R.; GOMES, P. A. S.; RODRIGUES, C. A. V.; OLIVEIRA, R. H.; SANTANA JÚNIOR, R. N. A.; COSTA, H. L.; CAMPINHO, G. M.; BISPO JUNIOR, V. S.; DOURADO, N. O. C.; ALMEIDA, I. A. B.; MELO, W.; RENOSTO, C. R. C.
Instituição: 
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ/ ASSOCIAÇÃO DOS VOLUNTÁRIOS A SERVIÇO DA ONCOLOGIA EM SERGIPE
Introdução: 

O câncer infanto-juvenil pode ser curado em até 70% se o diagnóstico for realizado precocemente. Apesar disso, as taxas de cura no país encontram-se abaixo do esperado. No Estado de Sergipe, os registros da Associação dos Voluntários a Serviço da Oncologia em Sergipe (AVOSOS) mostraram que dos 44 casos novos de 2004 assistidos pela instituição, 49% foram a óbito até dezembro de 2005. Isso acontece pelo fato do diagnóstico frequentemente ser realizado em estágios avançados da doença, o que muitas vezes decorre da falta de informação dos profissionais de saúde que recebem as crianças. Em virtude disso, este projeto, para promover a detecção precoce do câncer infanto-juvenil, investiu na capacitação dos profissionais de saúde da rede de Atenção Básica (AB) do município de Estância, Sergipe, sobre aspectos importantes da doença.

Metodologia: 

Uma equipe de facilitadores composta por profissionais de saúde da AVOSOS foi capacitada pela autora principal deste projeto. Estes facilitadores capacitaram 189 dos 204 profissionais das 18 Equipes de Saúde da AB de Estância. A capacitação, baseada na Educação Permanente em Saúde, constou de temas relevantes sobre câncer infantojuvenil, incluindo sinais e sintomas de alerta, identificação de crianças predispostas e organização do sistema de referência e contra-referência. Foi aplicado um teste antes da capacitação para verificar o nível de conhecimento sobre a temática (pré-teste). O teste foi reaplicado ao final da capacitação (pós-teste), para avaliar o conhecimento obtido. Foi criado um ambulatório para receber os casos suspeitos referenciados pelos profissionais das Unidades de Saúde, de modo a facilitar a promoção do diagnóstico precoce.

Resultados: 

Houve adesão de 92,6% dos profissionais à capacitação. No pré-teste, a média de acertos foi a seguinte: médicos 68,7%, enfermeiros 57,8%, dentistas 56,9%, auxiliares de enfermagem 42,3%, agentes comunitários de saúde (ACS) 39,3% e auxiliares de consultório dentário 45%. Os resultados obtidos no pós-teste foram, em média de acertos: médicos 93,5%, enfermeiros 94%, dentistas 92,3%, auxiliares de enfermagem 83,7%, ACS 80,1% e auxiliares de consultório dentário 77,8%. A média geral de acertos do pré-teste foi de 47,7% e a do pós-teste foi de 88%.

Conclusão: 

A análise dos resultados sugeriu que a capacitação pode ser realizada por qualquer profissional de saúde, independente de ser médico, sem que haja prejuízo na adesão à capacitação. Além disso, a importante melhora nos escores do pós-teste em relação ao pré-teste mostra que a estratégia utilizada na capacitação dos profissionais de saúde é efetiva e pode ser reproduzida em outros locais, de modo a constituir importante passo para a promoção da detecção precoce do câncer infanto-juvenil no país.

Palavras-chave

Câncer infantil: como reconhecer e o que fazer

Confira aqui possíveis respostas a questões do cotidiano de profissionais pediatras, como de que forma agir frente a suspeitas de neoplasias e a conduta com pais e pacientes nesses casos. O objetivo desta parte do portal é auxiliar o pediatra na conduta médica frente a uma suspeita de neoplasia infantil, colaborando para o diagnóstico precoce e aumentando os índices de cura.

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AUTORAS: Karla Emilia Rodrigues e Beatriz de Camargo

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Neuroblastoma

Trata-se de uma doença em que as células malignas do câncer são encontradas em determinadas partes do sistema nervoso periférico, desde a região do cérebro até coluna, tórax e abdômen, sendo mais comuns nas glândulas adrenais. O Neuroblastoma tem comportamentos peculiares, apresentando regressão espontânea em alguns casos (com crianças com menos de 6 meses de idade) e, em outros, é muito agressivo, apesar do tratamento. Aparece geralmente em crianças com menos de 5 anos de idade.

O que são glândulas adrenais?

Palavras-chave

Tumor de Wilms/ Nefroblastoma

Tumor de Wilms, também chamado de nefroblastoma, é o tumor renal maligno mais freqüente na infância. É curável na maioria dos casos.Trata-se de uma doença em que as células cancerosas são encontradas em determinadas partes dos rins. Normalmente, o tumor somente se desenvolve em um rim, mas em um pequeno número de casos, pode atingir os dois rins.

O que são os rins?

Os rins são um par de órgãos, parecidos com um grão de feijão, localizados cada um de um lado da coluna vertebral.

Palavras-chave

Esperança em dose dupla

No início de 1999, a estudante Ana Beatriz Sobelman Guaragna, na época com dois anos recém-completados, começou a ter de uma gripe que nunca sarava, acompanhada de febre alta. "Eu levei ao médico, dei antibiótico, e a febre não baixava. Levei ao pronto-atendimento, fizeram um exame de urina e acharam que não era nada", conta sua mãe, a pedagoga Maria Cecília Sobelman Marcondes. "Mas quem é mãe sabe quando alguma coisa está errada. Em uma sexta-feira, marquei uma consulta no pediatra. Ao ouvir o caso, ele logo desconfiou e pediu um exame de sangue".

Palavras-chave

Cuidado com a trombose

A trombose é uma ocorrência que merece toda atenção por parte dos profissionais de oncologia pediátrica. As crianças com câncer, embora mais raramente que os adultos, também sofrem com a obstrução das veias e isso pode ter sérias implicações sobre o tratamento e piorar o prognóstico. “Após as complicações inerentes à própria gravidade do câncer, a trombose é um dos principais fatores de mortalidade entre os pacientes infantis”, conta dr.

Palavras-chave

Atenção à neutropenia febril

O crescente diagnóstico das neoplasias pediátricas aumenta consideravelmente o número de pacientes em tratamento e, por causa disso, tem sido comum que crianças e adolescentes cheguem ao pronto-socorro com quadros de neutropenia febril.

Palavras-chave

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